A Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad/MJSP) confirmou em 26 de setembro, 2025, nove casos de intoxicação por metanol em São Paulo. As ocorrências foram notificadas ao Sistema de Alerta Rápido (SAR) e aconteceram em um período de apenas 25 dias. Todas estão ligadas ao consumo de bebidas alcoólicas adulteradas. Portanto, autoridades reforçam a necessidade de cautela.
Notificações fogem do padrão
O Centro de Informação e Assistência Toxicológica (Ciatox), de Campinas, fez o registro inicial e encaminhou ao comitê técnico do SAR. A quantidade chama atenção porque, até então, a maioria dos casos envolvia ingestão deliberada de combustíveis em situações de vulnerabilidade social. Agora, no entanto, os pacientes consumiram bebidas como gin, whisky e vodka em bares e encontros sociais. Assim, o episódio representa um novo cenário de risco.

Riscos graves à saúde
De acordo com especialistas, o metanol é altamente tóxico e pode provocar insuficiência renal aguda, problemas de visão e até cegueira. Em situações mais graves, pode levar à morte. Além disso, como a adulteração envolve grandes lotes, a situação representa risco de surtos epidêmicos com alta letalidade. Também há a suspeita de outros casos que ainda não chegaram às autoridades, o que torna o alerta ainda mais urgente.
Hospitais já recebem pacientes
Profissionais de saúde relatam aumento no número de internações. No Hospital Vila Nova Star, em São Paulo, a direção informa que “já foram registrados perto de 20 casos de pessoas intoxicadas por metanol, devido a lotes de bebidas destiladas falsificadas servidas em bares de renome nas regiões dos Jardins e do bairro do Ipiranga. Os pacientes estão dando entrada no hospital com insuficiência renal aguda e problemas graves de visão, alguns até sem enxergar nada. Ainda não se sabe a extensão do problema.”
Como evitar bebidas adulteradas
A Senad orienta a população a comprar apenas de estabelecimentos de confiança e exigir nota fiscal. Adegas informais oferecem maior risco porque muitas vezes vendem produtos sem origem comprovada ou de carga roubada. Por isso, especialistas sugerem que consumidores deem preferência a vinho ou cerveja, até que a situação seja controlada.
O papel do SAR
O Sistema de Alerta Rápido sobre Drogas (SAR), gerido pela Senad e vinculado ao Observatório Brasileiro de Informações sobre Drogas (Obid), atua no monitoramento e na emissão de alertas sobre situações de risco. Além disso, o órgão reforça a necessidade de atenção imediata, principalmente nos finais de semana, quando o consumo de bebidas alcoólicas aumenta.
Recomendação final: evite destilados de origem duvidosa. Essa simples atitude pode preservar a saúde e salvar vidas.
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